APASE - Sindicato dos Supervisores de Ensino do Magistério Oficial no Estado de São Paulo

Notícia

06/03/2018

De indignação em indignação ... segue a educação paulista do Estado

Palavra da Presidente - Edição março/2018 - Jornal APASE

  

Findo o mês de fevereiro e sem a definição do reajuste dos servidores públicos do Estado, nos cabe fazer alguns breves destaques para esta situação inusitada após quatro anos de reajuste zero!

 

Não há outro sentimento que expresse melhor o atual momento e a surpresa provocada pelo envio do PLC 01/2018, pelo Governo de São Paulo para aprovação na Alesp, do que a indignação!

 

Novamente, estamos diante do lema da Campanha Salarial Apase - LUTO PELA EDUÇÃO! - apontando para o duplo sentido – a ação expressa pelo verbo lutar e o sentimento de tristeza presente num momento de perda, de luto.

 

Cada vez mais constatamos um descompasso entre o discurso proclamado, que afirma nossa importância e, infelizmente, a realidade observada: 7% de reajuste para os Professores de Educação Básica da rede e 3,5 % para o Suporte Pedagógico e demais trabalhadores da educação.

 

Diante deste contexto, perguntamos: que valorização do magistério é essa que penaliza os profissionais que seguiram a carreira e dedicam-se diuturnamente à qualidade social da educação, mesmo diante de condições estruturais adversas?

 

Bem, poderíamos dizer que hoje sofremos uma política salarial de desvalorização da carreira do magistério (triste constatação!).

 

Mas, apesar das adversidades, nos resta o espírito de luta, de inconformidade que nos move para a ação organizada de denúncia, pautada no esclarecimento sobre a realidade envolta no projeto de lei e na necessidade de sensibilizar-se com a causa educacional em nosso Estado que se articula diretamente com a situação dos profissionais que atuam no magistério.

 

Esta é a verdadeira característica e marca dos Supervisores de Ensino: em meio às adversidades, unir-se, tornar-se forte e mobilizar-se para as transformações necessárias! “Não me entrego sem lutar ... não aprendi a me render”, conforme diz a canção de Renato Russo.

 

E, neste sentido, grupos de supervisão e de demais agentes do suporte pedagógico, bem como do apoio escolar, se mobilizaram nos quatro cantos do Estado e procuraram as autoridades políticas para explicitar o disparate da diferenciação do reajuste e a urgência da correção dessa diferenciação, com a devida aplicação dos 7% para todos.

 

O Sindicato-Apase foi ouvido no Colégio de Líderes da Alesp e lá pudemos relatar todas as contradições do texto legal, inconsistências e a reafirmação da necessidade de correção do texto e seus quadros anexos com extenção do reajuste para todos aqueles que integram o Suporte Pedagógico. Relatamos, ainda, que a própria Secretaria da Educação considera justa e apoia nossa reivindicação e que o impacto financeiro é insignificante diante dos investimentos da SEE.

 

Cabe ressalvar, que a urgência desta demanda não anula as demais análises e pleito em torno da recomposição das perdas salarias.
Por fim, exposto este breve cenário dos embates travados em fevereiro, fruto de quatro anos com um amargo zero, temos a esperança, motivada pelo engajamento da Supervisão pelo Estado, que quando este jornal chegar em suas casas a situação esteja resolvida e que nossos holerites contemplem o reajuste de 7%!


APASE NA LUTA PELOS 7% DE REAJUSTE!!

Rosângela Ap. Ferini V. Chede

Diretora-Presidente

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